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A Importância de um Envelhecimento Ativo na Manutenção da Qualidade de Vida

“Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.”
Albert Schweitzer

O envelhecimento consiste em um processo dinâmico e progressivo, que se caracteriza por alterações orgânicas e psicológicas. Essas alterações podem se relacionar com diminuição da capacidade funcional e maior dependência, dificultando, assim, a execução de funções e atividades da vida diária.

Em busca de tornar o envelhecimento um processo positivo, a Organização Mundial de Saúde (OMS), no final dos anos 90, propôs um novo conceito: envelhecimento ativo. Ele permite que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida, e que essas pessoas participem da sociedade de acordo com suas necessidades, desejos e capacidades; ao mesmo tempo, propicia proteção, segurança e cuidados adequados, quando necessários. Assim, envelhecimento ativo significa viver mais e melhor, preservando a autonomia (habilidade de controlar, lidar e tomar decisões pessoais sobre como se deve viver diariamente) e independência (habilidade de executar funções relacionadas à vida diária).

Para um envelhecimento saudável é preciso investir em promoção de saúde e prevenção de doenças, para assim evitar ou retardar as debilidades orgânicas e doenças crônicas que estão associadas a esse período da vida. A adoção de um estilo de vida saudável e a participação ativa no cuidado da própria saúde é importante em todos os estágios da vida.

Nunca é tarde para se viver bem! É mito afirmar que ao envelhecer já não há mais tempo para se adotar um estilo de vida saudável. Pelo contrário, participar de atividades físicas adequadas, boa alimentação, a abstinência do fumo e do álcool e fazer uso de medicamentos corretamente, sabiamente previnem doenças e o declínio funcional, além de aumentar a longevidade e a qualidade de vida do indivíduo.

Dietas ricas em gorduras saturadas e sal, e pobres em frutas, legumes e verduras não oferecem a quantidade adequada de fibras, vitaminas e minerais, aumentando as incidências de distúrbios como anemia e osteoporose, além de obesidade, diabetes, hipertensão, infarto do miocárido, acidente vascular cerebral e alguns tipos de câncer. Além disso, o cálcio e a vitamina D ingeridos em quantidades insuficientes estão associados ao enfraquecimento ósseo durante a velhice, e consequentemente, o aumento de do risco de fraturas secundárias à quedas, que podem levar à danos permanentes.

A manutenção do bom funcionamento cerebral através de estímulos com novos aprendizados e atividades que exercitem a memória e atenção, ajudam a previnir alterações da função cognitiva (atenção, memória,raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem). Além disso, a falta de motivação e a Depressão podem interferir na memorização sem, no entanto, significar quadros demenciais.

Para garantir esse envelhecimento bem sucedido é importante o acompanhamento com um médico Geriatra, além de outros profissionais especializados no cuidado de idosos como: nutricionista, psicólogo, educador físico, fonoaudiólogo e fisioterapeuta. A abordagem multiprofissional busca prevenir, de forma mais assertiva, as perdas de funcionalidade e a ocorrência de doenças, e desse modo proporcionar não apenas quantidade, mas sim qualidade para uma vida melhor!

Postado por Dra. Gisane Cavalcanti Duque

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