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Sexualidade na terceira idade: mantendo o prazer de viver

Os idosos sofrem inúmeras repressões culturais e preconceitos, porém a discussão é ainda maior quando se abor¬da a sexualidade. A sociedade designa a mulher e o homem idosos como incapa¬zes de exercerem sua sexualidade, ainda que, independentemente disso, o desejo sexual se mantenha presente em todas as fases da vida.

O envelhecimento se associa a alterações graduais e, por vezes, irreversíveis, na estrutura e funcionamento do organismo. No entanto, envelhecer não significa ficar assexuado. A falta de informações sobre as mudanças na sexualidade relacionadas ao processo de envelhecimento pode se relacionar com a inatividade sexual.

A sexualidade está relacionada a carinho, afetividade, ternura e expressa uma forma de demostrar o amor através da intimidade. No entanto, esse tema, comumente, negligenciado, por vezes, pela própria população idosa ou mesmo por profissionais da área da saúde, pode se associar a grande comprometimento da qualidade de vida na terceira idade. A vida sexual deixou de ter apenas função reprodutora, tornando-se fonte de satisfação e realização pessoal em todas as idades, e o aumento notável e progressivo de pessoas que chegam a uma idade mais avançada e em condições psicológicas e físicas satisfatórias para manterem uma vida sexual ativa.

Os problemas sexuais que mais acometem a terceira idade são: a falta de informação, vergonha e preconceito sobre o assunto, a impotência nos homens, a falta de lubrificação nas mulheres, a falta do desejo sexual em um dos parceiros, efeitos colaterais causados por medicamentos, dores e dificuldades físicas, a demência de um dos parceiros, a institucionalização parcial ou total, a morte ou separação dos parceiros e, por fim, o empobrecimento da vida sexual deixando a sexualidade monótona e pouco excitante levando alguns casais ao uso da expressão “virar irmão”.

É importante que os idosos aproveitem à vida, contudo, mais importante, ainda, é que eles zelem pela sua saúde. Ter relações sexuais sem a prevenção necessária significa ter os mesmos riscos de contaminação de doenças sexualmente transmissíveis (DST) como qualquer outra pessoa. São doenças causadas por vários tipos de agentes e são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de preservativos, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.
A terceira idade pode ser uma oportunidade para rever ou, se for preciso, mudar alguns aspectos da própria vida sexual. Em qualquer idade a pessoa precisa de amor, atenção e companhia.
É preciso substituir crenças, mitos e tabus relacionados ao envelhecimento, cujas essências são preconceituosas. Saber encarar com maturidade e tranqüilidade as mudanças que ocorrem nesse novo momento é a conquista da sexualidade satisfatória nessa fase da vida. É importante reconhecer a sexualidade na terceira idade como um processo natural e importante na manutenção de um envelhecimento bem sucedido.

A abordagem do geriatra engloba essa temática uma vez que acreditamos que tudo aquilo que possa interferir no envelhecimento com qualidade deva ser identificado e tratado da melhor forma possível.

Postado por Dra. Gisane Cavalcanti Duque

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