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Cuidando de quem cuida: prevenção de estresse do cuidador

O papel de cuidador de pessoas doentes remete a um grande senso de responsabilidade e pode gerar ganhos pessoais na vida de quem cuida, como ganho de experiência, sentir-se útil e da valorização pessoal. A tarefa de cuidar pode significar um investimento na autoestima, construção de um sentido para a vida, aumento da valorização pessoal, fortalecimento de vínculos familiares e pode contribuir para um cuidado maior com as outras pessoas. Esses sentimentos estão presentes principalmente em familiares onde existe um bom vínculo afetivo prévio entre o paciente e seus familiares. Dessa forma, quanto melhor essa afetividade, melhor a adaptação ao papel de cuidador.

No entanto, muitas vezes quando a tarefa de cuidar se torna um trabalho que gera sobrecarga ao cuidador pode levar a uma renúncia da própria liberdade e perdas na vida pessoal, e com isso grande tensão e estresse. Não é raro que os cuidadores se sintam invadidos e onerados por terem que assumir sozinhos ou quase sozinhos a responsabilidade de cuidar. Assumir o papel de cuidador pode significar uma diminuição da independência, restrição de tempo para atividades pessoais, problemas sexuais, privação de sono, tendência ao isolamento, mudanças na dinâmica familiar, dificuldades financeiras e a possibilidade de viver exclusivamente para a pessoa doente. Os cuidadores se vêm confrontados com sentimentos ambíguos ou conflitantes em relação ao doente, aos familiares e a si mesmo. A tarefa de cuidar muitas vezes obriga o cuidador a desistir de seus projetos pessoais e profissionais.

Uma forma de tornar esse trabalho menos árduo é transformar a adversidade em fonte de ganhos pessoais com a ajuda de profissionais da área da saúde capacitados. Com a ajuda desses profissionais, os cuidadores de doentes podem extrair algum benefício da experiência de cuidado contribuindo para a saúde o bem estar da pessoa de quem cuidam, além de beneficiar o próprio bem estar. É muito importante adotar uma rotina de vida que previna a tensão do trabalho. Conciliar as atividades de cuidado com o autocuidado; atenção à vida pessoal, social e profissional; fazer atividade física; técnicas de relaxamento; compartilhar sofrimentos e momentos agradáveis; lidar sempre com o que é possível de ser feito e não se cobrar o inatingível; por fim, buscar apoio na família e recursos disponíveis na comunidade são medidas que previnem a tensão. Seguindo essas orientações e com o acompanhamento profissional adequado, o risco dessa tarefa se tornar uma fonte de estresse é imensamente menor.

Postado por Dra. Gisane Cavalcanti Duque

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